quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Crítica #2


BODY OF LIES é um daqueles filmes cuja história eu desconhecia por completo antes de o ir ver. Sabia que se tratava de um thriller de espionagem, mas desconhecia por completo o conteúdo. Baseado no livro de David Ignatius, jornalista do Washington Post, o filme até consegue ser inteligente.

Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é um agente da CIA, com a missão de descobrir um líder terrorista que opera na Jordânia. Para se infiltrar na rede, Ferris tem de conquistar os apoios do agente veterano da CIA Ed Hoffman (Russel Crowe) e do chefe das Informações da Jordânia (Mark Strong), que pode não ser tão honesto quanto parece. Coloca-se imediatamente a questão: em qual dos dois pode ele pode confiar sem pôr em risco toda a operação e a sua própria vida? Por trás de tudo isto colocam-se questões interessantes: qual a utilidade da guerra? Nesta altura, como terminá-la sem deitar tudo a perder? A quem devemos dar ouvidos: aos políticos que se escondem por trás da burocracia ou aqueles que vêem as consequências da guerra com os seus próprios olhos? O filme coloca todas essas questões, sem, no entanto, lhes dar resposta. A mensagem que passa (se a entendi bem) é simples: no mundo de hoje é difícil saber em quem confiar; é complicado saber quem são os amigos e os inimigos. Se grande parte do mundo ocidental vê o mundo árabe como um antro de terrorismo, o contrário também se aplica. Afinal quem tem razão? Quem são os bons e o os maus?

A dados momentos do filme, no entanto, a história devaneia um pouco. Por exemplo, o romance entre Ferris e uma enfermeira jordana (Golshifteh Farahani) tem demasiado “tempo de antena”. Aliás, não me parece encaixar bem no filme. Há também o facto de, por vezes, a história se tornar um pouco confusa, havendo, na minha opinião, personagens a mais para o tipo de filme que é.

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