segunda-feira, 29 de junho de 2009

E se as mudanças tivessen sido feitas antes...


Se as mudanças nas nomeações para o Óscar de Melhor Filme tivessem sido feitas há alguns anos atrás, que filmes poderiam ter sido nomeados? Podem ver as sugestões aqui.

sábado, 27 de junho de 2009

Novidades nos Óscares


Na próxima cerimónia dos Óscares poderemos contar com duas novidades: uma na categoria de Melhor Filme, outra na de Melhor Canção Original.

Na primeira, o número de nomeados passará a ser 10, em vez dos 5 que tinhamos até hoje. Já foi assim nas primeiras 16 cerimónias dos Óscares, tendo essa tradição sido descontinuada. Trata-se de uma clara tentativa de despertar o interesse de mais telespectadores, pois se puderem nomear 10 filmes haverá uma maior probabilidade de nomearem sucessos de bilheteira. Não concordo com esta medida que, na minha opinião, só vai fazer com que a qualidade dos nomeados desça cada vez mais.

Na segunda, poderá nem haver nomeações. A partir de agora um painel de especialistas da academia atribuirá uma pontuação a cada canção candidata. Apenas as canções com uma pontuação média de, no mínimo, 8.25 serão nomeadas. Se isso não acontecer com nenhuma, a categoria não existirá nesse ano. Se acontecer apenas com uma, apenas essa e a com a maior pontuação seguinte serão nomeadas. Esta medida já me parece mais lógica, uma vez que fará com que os compositores tenham mais cuidado com as canções que criam.

As nomeações para a 82ª cerimónia dos Óscares serão anunciadas no dia 2 de Fevereiro de 2010, tendo a cerimónia lugar a 7 de Março do mesmo ano. Será mais tarde que o costume para não coincidir com os Jogos Olímpicos de Inverno
, que terão lugar de 12 a 28 de Fevereiro.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Crítica # 17


Heidi Fleiss tornou-se famosa em 1997, quando foi descoberta a sua ligação a uma rede de prostituição de luxo. Ela fornecia prostitutas a homens das mais altas esferas como actores, empresários, atletas e até a membros da realeza de países árabes. No mesmo ano foi condenada a 37 meses (3 anos e 1 mês) de prisão, tendo cumprido apenas 21 (1 ano e 9 meses). O facto de ter conseguido manter o seu negócio durante tanto tempo, ter ficado milionária à custa dele e ter tido como clientes alguns dos homens mais famosos do mundo chamou à atenção dos média e do público.
 
Este filme foi exibido no dia 29 de Março de 2004, na estação televisiva norte-americana USA Network. Como o próprio título do filme dá a entender, temos aqui relatadas a ascensão e a queda de Heidi Fleiss (Jamie-Lynn Sigler). Fleiss entra no mundo da prostituição através do realizador Ivan Nagy (Robert Davi), com quem teve uma relação. Ela aprende todos os truques da profissão com a "madame" (nome dado à mulher que gere uma rede de prostituição) Alex (Brenda Fricker), para quem trabalha. Quando Alex é presa, Heidi rouba-lhe o negócio. Ao longo de anos ela recruta dezenas de raparigas e consegue angariar vários clientes, tornando-se famosa pela qualidade dos seus serviços e pela sua discrição. Mas tal como a polícia de Los Angeles andava atrás de Alex, também anda atrás de Heidi, com destaque para o sargento Willeford (Ian Tracey), um polícia corrupto que a chantageia quando ela se recusa a dar-lhe informações sobre os seus clientes.

Apesar de ser difícil saber o que é realidade e o que é ficção, CALL ME: THE RISE AND FALL OF HEIDI FLEISS (com a péssima tradução portuguesa de MADAME HOLLYWOOD) apresenta os acontecimentos que involvem Fleiss de uma forma bastante verosímil. Peca apenas pela rapidez com que passa por determinadas fases. Por exemplo, a cena inicial, que nos mostra brevemente a infância de Heidi, dá-nos a entender o porquê de ela ser como é: teve um pai (Saul Rubinek) que a educou sem limites nem castigos, o que a levou a fazer de tudo sem nunca pensar nas consequências; mas seria preciso saber mais alguma coisa. Também não sabemos quase nada da vida de Heidi entre a infância e a sua entrada no mundo da prostituição, o que seria importante para compreender determinados aspectos do seu carácter.

No que diz respeito ao casting, parece-me que foi bastante acertado. Foram escolhidos actores que além de interpretarem bem as personagens, são fisicamente parecidos com elas (a semelhança entre Jamie-Lynn Sigler e Heidi Fleiss é espantosa). 

O mundo da prostituição de luxo é mostrado ao pormenor: um mundo onde ninguém é amigo de ninguém e todos se movem num círculo de interesses. Quando Heidi está a ser julgada, ninguém, nem mesmo os seus supostos amigos, testemunha a seu favor. No final o círculo continua: tal como Heidi roubou o negócio a Alex, Lauren (Emmanuelle Vaugier), uma prostituta envolvida na rede, rouba o negócio a Heidi. Como a própria Heidi diz no fim, a profissão mais antiga do mundo não é a prostituição, mas sim a traição.