sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

domingo, 28 de novembro de 2010

HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 1 / Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1

Photobucket

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
David Barron, David Heyman, J.K. Rowling
REALIZADO POR:
David Yates
ARGUMENTO DE:
Steve Kloves (baseado nos primeiros 24 capítulos do livro homónimo de J.K. Rowling)
COM:
Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, Robbie Coltrane


O primeiro filme desta saga estreou nas salas de cinema em 2001. Passaram-se 9 anos e chegamos agora ao fim (ou quase). É o fim de uma era, para as personagens, para os filmes e para os espectadores. E este fim começa bem...

Após os acontecimentos do último filme Harry (
Daniel Radcliffe), Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) têm uma missão muito específica: encontrar as restantes quatro horcruxes, pedaços da alma de Voldemort (Ralph Fiennes), que lhe dão a imortalidade. Hogwarts ficou para tràs. Entretanto, o Senhor das Trevas e os seus seguidores tomaram o poder e pretendem criar uma sociedade de feiticeiros de raça pura, eliminando muggles e quaisquer outros com pureza questionável. Cabe aos três amigos tentar impedi-lo.

O tom ligeiramente infantil e "feel good" dos dois primeiros filmes ficou definitivamente para tràs. Este é um filme para adultos. O tom negro que já vinhamos vendo desde o terceiro filme instalou-se definitivamente, e ainda bem. A infância ficou para tràs, o conforto de Hogwarts também. Os três protagonistas saem para o mundo, onde a luta é mais difícil e dolorosa. Não sei se o facto de a própria J. K. Rowling estar na produção deste filme terá contribuído para isso, mas, a verdade é que, de todos os filmes, este é o mais fiel ao livro. Steve Kloves corta aquilo que tem que cortar e deixa ficar aquilo que tem que ficar. Dividir o livro em dois filmes foi, na minha opinião, uma boa decisão. É obvio que a questão monetária terá tido muito peso, mas não me parece que tenha sido o único factor: o último livro, apesar de não ser o mais longo, é aquele onde existe mais informação; essa informação tem que ser transmitida para se compreender a história. Bem sei que a minha opinião está filtrada pela leitura dos livros, mas continuo a pensar que cada cena que vemos neste filme é necessária. Li várias críticas que descrevem
HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 1 como um filme lento e aborrecido. Discordo totalmente de tal afirmação. O que se passa é que não temos aqui tantas cenas de acção e as que existem são mais rápidas e curtas. Este filme centra-se, mais do que qualquer outro, nas personagens, substituindo a acção pelo suspense. E isso só traz benefícios.

A parte técnica acompanha bem o argumento, especialmente a excelente fotografia do português
Eduardo Serra: os ângulos da câmara, a forma como ela treme em cenas de suspense, a rapidez com que se move de uma cena para outra. Gosto especialmente das cenas na floresta, um espaço amplo mas sufocante. Também a banda sonora de Alexandre Desplat difere completamente daquilo que ouvimos nos outros filmes: é subtil, rápida e sem grandes pausas (nunca ouvimos o famoso "Hedwig's Theme").

Os actores estão melhor do que nunca: a evolução dos três protagonistas é notória; eles conseguem acompanhar muito bem a mudança de tom do filme. O casting secundário é, como sempre, excelente.

Não sei como alguém que não leu o livro vê este filme: compreende tudo ou precisa que lhe sejam explicados alguns pormenores? O grande problema aqui é que os restantes filmes foram mais direccionados para quem conhecia os livros, o que faz com que, chegando aqui, haja alguns aspectos da história que não foram explicados. Se todos os filmes tivessem sido tão fiéis ao livro como este, aqueles que não leram os livros teriam ficado muito mais satisfeitos. Este é, sem dúvida, o melhor filme da saga. E estou convencida de que a Parte 2 vai ser ainda melhor.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

2 Anos!


Este blogue faz hoje 2 anos. Eu bem sei que tem sido um pouco maltratado por mim mas, de qualquer forma, vale a pena assinalar a data. Pois então, parabéns ao Filmezitos!

Se outros realizadores tivessem feito THE SOCIAL NETWORK

Vejam este vídeo. É hilariante.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

THE SOCIAL NETWORK / A Rede Social

the social network

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Dana Brunetti, Ceán Chaffin, Michael De Luca, Scott Rudin
REALIZADO POR:
David Fincher
ARGUMENTO DE:
Aaron Sorkin (baseado no livro THE ACCIDENTAL BILLIONAIRES, de Ben Mezrich)
COM:
Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Max Minghella


Eu devo ser uma das poucas pessoas da minha idade que não tem conta no Facebook. Não porque acho que há alguma coisa de errado nisso, mas simplesmente porque nunca me seduziu. Apesar de não perceber muito bem as funcionalidades do Facebook, percebo que mudou completamente a forma de se fazer amigos online: é simples, eficaz e protege a privacidade (até certo ponto). Ainda não tem uma década e já tem milhões de seguidores em todo o mundo. E tudo isto começou num dormitório em Harvard...

Mark Zuckerberg (
Jesse Eisenberg) é um estudante de Harvard de 19 anos que, apesar de brilhante, tem dificuldade em relacionar-se convenientemente com outras pessoas. No início do filme ele tem uma discussão deveras estranha com a sua namorada, Erica (Rooney Mara), que imediatamente termina a relação. Com o orgulho ferido e deveras embriagado, ele imediatamente cria um site chamado FaceMash, onde é possível comparar raparigas. O site é um sucesso, e imediatamente chama a atenção dos irmãos gémeos Cameron e Tyler Winklevoss (ambos interpretados por Armie Hammer) e do seu colega Divya Narendra (Max Minghella), pertencentes à elite de Harvard. Estes propõe-lhe criar uma rede social exclusiva para a universidade. Mark concorda, mas decide fazer o site sozinho, ajudado financeiramente pelo seu colega e melhor amigo Eduardo Saverin (Andrew Garfield). Como seria de prever, este site (inicialmente chamado TheFacebook) tem ainda mais sucesso que o anterior, espalhando-se por várias universidades e eventualmente para fora do mundo académico. A imiscuir-se no negócio está Sean Parker (Justin Timberlake), o megalómano criador do Napster, que procura uma forma de voltar à ribalta.

Este filme, apesar de baseado em factos verídicos é altamente ficcionado; o próprio Mark Zuckerberg já disse que não foi bem assim que tudo se passou. Isso, no entanto, não tem grande importância: THE SOCIAL NETWORK é sobre muito mais do que o Facebook. É sobre o poder, a ambição, o dinheiro e, no final, sobre a solidão. Nesse aspecto, a última cena do filme é de uma simplicidade brilhante: Mark, o multimilionário, está sozinho; tendo perdido o melhor amigo no processo de subida na vida.

O argumento de Sorkin é excelente: os diálogos passam a um ritmo alucinante, sendo difícil até para as legendas acompanhá-los. A realização de Fincher é subtil, mas certeira, dando ênfase às cenas certas e não as prolongando mais do que o necessário.

O casting foi perfeito: Jesse Eisenberg encaixa que nem uma luva no papel do genial mas extremamente neurótico Zuckerberg; Andrew Garfield acompanha-o bem, no papel do único amigo do amigo do "geniozinho" e a quem ele não dá o devido valor. Surpreendentemente, até Justin Timberlake consegue uma performance muito boa como o ambicioso e insensível Parker.

Num mundo em que a palavra "amigo" se define num clique, é cada vez mais difícil conseguir fazer-se amigos a sério. O mais difícil, na verdade, não é fazer amigos, mas sim mantê-los. Porque o Facebook, por muito útil que seja (e é), não é o mundo real. Esse está, e estará sempre, fora do computador. E é lá que estão os amigos reais.


domingo, 14 de novembro de 2010

HOW TO TRAIN YOUR DRAGON / Como Treinares o teu Dragão

how to train your dragon

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Bonnie Arnold
REALIZADO POR:
Dean DeBlois, Chris Sanders
ARGUMENTO DE:
William Davies, Dean DeBlois, Chris Sanders (baseado no livro homónimo de Cressida Cowell)
COM:
Jay Baruchel, Gerard Butler, Craig Ferguson, America Ferrera, Jonah Hill


Por alguma razão, não fui ver este filme quando estreou nas salas de cinema. Já nem me lembro bem porquê. O certo, é que sempre tive curiosidade em vê-lo e, agora que estreou em DVD, tive finalmente oportunidade de o fazer. Eu estava à espera de encontrar uma história interessante, engraçada e divertida. Para minha enorme surpresa, encontrei muito mais do que isso.

A história passa-se numa aldeia viking de nome Berk, um local pacífico se não fosse um detalhe: os constantes ataques de dragões. Hiccup (
Jay Baruchel) é o filho do chefe da aldeia, mas isso não faz grande coisa pela sua reputação: os outros vikings não o tomam a sério, vendo-o como incapaz e desajeitado. O que ele mais deseja é caçar dragões, de forma a conquistar o respeito do seu pai, Stoick (Gerard Butler), e o coração de Astrid (America Ferrera), uma viking da sua idade. Após um dos muitos ataques de dragões, Hiccup encontra na floresta um dragão ferido. E este dragão não é qualquer um, trata-se de um Night Fury, o mais raro, mais veloz e mais letal dos dragões. Não o conseguindo matar, o jovem viking começa a perceber que há muito que o seu povo não sabe sobre dragões. Por seu lado, o dragão, a quem Hiccup chama Toothless (Desdentado), começa a confiar no rapaz, formando-se assim uma estranha, mas muito sincera amizade.

A base desta história está longe de ser original; na verdade, já foi utilizada muitas vezes. A forma como é utilizada aqui, no entanto, faz deste filme uma experiência inesquecível. A caracterização e o design das personagens (especialmente de Toothless) estão habilmente feitos; os efeitos visuais são dos melhores que já vi num filme de animação; os efeitos sonoros são muito imaginativos. Mas o destaque vai, sem dúvida, para a banda sonora de
John Powell, que utiliza ritmos celtas para dar o tom certo à história. Mesmo sem as imagens, a música seria impressionante (podem ouvir um pouco aqui).

HOW TO TRAIN YOUR DRAGON não será o melhor filme animado que já vi na minha vida, mas é, com certeza, o melhor que vi este ano (lamento, mas gostei mais deste do que de TOY STORY 3). Foi uma muito agradável surpresa.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DVD Pirata vs DVD Não-Pirata

Esta imagem não deve ser nova, mas eu não resisto a colocá-la aqui. Aqui está uma das razões pelas quais se prefere, muitas vezes, DVD's piratas. Para verem a imagem maior, basta clicar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ONDINE

ondine

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Ben Browning, James Flynn, Neil Jordan
REALIZADO POR:
Neil Jordan
ARGUMENTO DE:
Neil Jordan
COM:
Colin Farrell, Alicja Bachleda, Alison Barry, Stephen Rea, Tony Curran


Os contos-de-fadas sempre foram aproveitados pelo cinema, desde a sua forma mais tradicional dos filmes da Disney, passando por uma reinvenção dos filmes da Dreamworks. Com este filme temos um conto-de-fadas moderno, com lendas celtas e as belas paisagens irlandesas.

Syracuse (
Colin Farrell) é um pescador irlandês, que passa os seus dias entre o seu barco e visitas à sua filha, Annie (Alison Barry), que sofre de insuficiência renal e se desloca numa cadeira de rodas. Maura (Dervla Kirwan), a mãe de Annie, não o suporta e, para ele, ela representa um passado sombrio dedicado ao alcool. A única pessoa com quem sente que pode falar é o padre da terra onde vive (Stephen Rea). Um dia, quando está no mar, a sua rede traz uma "pescaria" invulgar: uma bela mulher, que não se lembra como veio ali parar e diz chamar-se Ondine (Alicja Bachleda). O mistério que a envolve faz Annie suspeitar que se trata de uma selkie, uma espécie de sereia da mitologia celta, que terá que voltar para o mar ao fim de sete anos. Tanto Syracuse como Annie depressa se sentem atraídos por aquela mulher. Ondine, no entanto, tem um segredo que pode colocar em perigo as vidas de todos eles.

Como já disse no início deste post, ONDINE começa por ser o típico conto-de-fadas. Durante grande parte da história, ficamos a pensar se Ondine não será mesmo uma selkie, sabendo, no entanto, que as probabilidades de isso ser verdade são muito poucas. É essa fantasia que fascina Syracuse, pois é ela que lhe permite manter-se afastado das muitas amarguras da vida real. Quando a realidade lhe vem bater estrondosamente à porta, ele não consegue lidar com ela.

Esteticamente, este filme é belíssimo: as verdes paisagens da Irlanda rural enchem o ecrã. A fotografia de
Christopher Doyle, assim como o design de produção de Anna Rackard, são de elogiar.

O casting está bem conseguido. É estranho ver Colin Farell num registo diferente daquele a que ele nos habituou, mas, a verdade, é que ele faz um bom trabalho com esta personagem. Alicja Bachleda é uma agradável revelação. Mas, a estrela do filme é, sem dúvida, Alison Barry. Esta jovem actriz enche o ecrã com uma personagem alegre, perspicaz e optimista, o que é surpreendente, tendo em conta que este é o seu primeiro filme. Prestem-lhe muita atenção no futuro.

Um conto-de-fadas é algo com que todos secretamente sonhamos, mas que nunca ninguém conseguirá encontrar. A pessoa que amamos é apenas isso: uma pessoa, com falhas. O mundo real será sempre o melhor sítio para se estar. E, como diz o padre a dada altura, "Misery is easy. Happiness you have to work at." (Ser-se infeliz é fácil. É a felicidade que dá trabalho).



domingo, 31 de outubro de 2010

Filme baseado em "Thriller"


Acreditem ou não, está a ser preparado um filme baseado no vídeo "Thriller", de Michael Jackson. O filme será realizado por Kenny Ortega, realizador de filmes como HOCUS POCUS, HIGH SCHOOL MUSICAL 1, 2 e 3 e THIS IS IT; o argumento será da autoria de Jeremy Garelick, autor de THE BREAK-UP e THE HANGOVER (apesar de no IMDB ele não estar creditado como argumentista deste último, a verdade é que contribuiu substancialmente para o argumento).

Segundo Ortega: "O anúncio foi feito antes de eu ter tido oportunidade de pensar seriamente sobre o assunto. Está ainda numa fase muito inicial, uma vez que os detentores do património de Michael Jackson terão de ceder os direitos de autor. Já estive em algumas reuniões para discutir o assunto e, se tudo correr bem, poderá chegar às salas de cinema nos próximos anos."

Segundo o IMDB,
o filme estreará em 2013.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Duas sequelas para AVATAR


James Cameron já tinha falado sobre isso, mas agora temos mais pormenores:


Depois de muita especulação, acaba de chegar a confirmação oficial: James Cameron vai mesmo regressar a Pandora para duas sequelas de «Avatar», rodadas em simultâneo e programadas para estrear em 2014 e 2015.

«É raro e maravilhoso quando um cineasta tem a notável oportunidade de construir um mundo de fantasia, e vê-lo crescer, com os recursos e a parceria de uma companhia de media global. «Avatar» foi concebido como um épico de fantasia - um mundo que as audiências podiam visitar, em todas as plataformas de media, e este momento marca o lançamento da próxima fase desse mundo. Com dois novos filmes em preparação, a minha empresa e eu estamos a embarcar numa jornada épica com os nossos parceiros da Twentieth Century Fox», sublinhou o realizador James Cameron na comunicação à imprensa que acaba de assinalar a confirmação de que ele irá realizar duas sequelas do mega-sucesso «Avatar», o maior êxito de bilheteira da história do cinema em valores brutos.

O cineasta afirmou ainda que «o nosso objectivo é encontrar e exceder as expectativas da audiência global quanto à riqueza do mundo visual de «Avatar» e o poder da narrativa. No segundo e terceiro filmes, que terão histórias individualizadas mas que farão parte de um arco maior, não abriremos mão do poder emocional e visual de «Avatar» e continuaremos a explorar os seus temas e personagens, que tocaram no coração de públicos de todas as culturas ao longo do mundo. Estou ansioso por regressar a Pandora, um mundo onde as nossas imaginações são deixadas completamente à solta».

As duas sequelas de «Avatar», filmadas em simultâneo, têm estreia agendada para finais de 2014 e 2015. Há rumores de que uma parcela significativa e um dos filmes deverá decorrer nos oceanos de Pandora.

Entretanto, Cameron continua activo como produtor: além de «At the Mountains of Madness», de Guillermo del Toro, e do «remake» de «Viagem Fantástica», ele está a ultimar o «thriller» «Sanctum», uma fita a três dimensões sobre um grupo de mergulhadores em cavernas subaquáticas, com Richard Roxburgh e Ioan Gruffud, com estreia prevista para Fevereiro de 2012.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Novo filme sobre Mulan


Lembram-se do filme MULAN, da Disney, que estreou em 1998? Pois bem, Mulan existiu mesmo e está a ser preparado um filme "live-action" sobre ela. Eis a notícia:


Mais conhecida no Ocidente pela versão cinematográfica da Disney, a heroína chinesa Hua Mulan vai ser levada ao grande ecrã numa película de carne e osso, realizada por Jan De Bont e com Ziyi Zhang no papel principal.

«Este é o primeiro filme independente realizado por Jan De Bont, cujo currículo nas bilheteiras mundiais é enorme», disse Ying Ye, responsável da distribuidora Easternlight, ao «Hollywood Reporter». O cineasta holandês, que assinou títulos como «Speed - Perigo a Alta Velocidade» e «Lara Croft: Tom Raider - O Berço da Vida», vai assim ser o responsável por uma versão em imagem real da história de Hua Mulan, numa co-produção entre a China, o Canadá e o Reino Unido, exterior aos grandes estúdios norte-americanos.

O filme pretende recriar as aventuras da heroína chinesa Hua Mulan, que se fez passar por homem para se alistar no exército, e cuja história, descrita num poema do século VI, foi transposta ao grande ecrã no Ocidente pela Disney, em desenho animado, em 1998.

A ideia será fazer um épico de acção protagonizado por Ziyi Zhang, a actriz chinesa que brilhou em filmes como «O Tigre e o Dragão», «O Segredo dos Punhais Voadores» e «Memórias de Uma Gueixa».

O filme será rodado nos Hengdian World Studios, na China, e as filmagens começarão este Outono.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Filmes sobre os mineiros chilenos


Ainda a situação não tinha sido resolvida e já se estava a planear um filme sobre os 33 mineiros chilenos. Neste momento estão a ser planeados 2 filmes! Sim, 2! Eis a notícia completa:


Toda a gente dizia que a história dos 33 mineiros chilenos presos na mina em Atacama seria rapidamente transformada em filme. E não se enganavam: a máquina de Hollywood já se pôs em funcionamento e contactou Javier Bardem para o papel principal.

A 5 de Agosto de 2010, 33 mineiros ficaram aprisionados na mina de San José, perto de Copiapó, no Chile, a 700 metros de profundidade. O caso correu mundo e 69 dias depois, a 13 de Outubro, todos foram resgatados vivos.

Ainda a operação de resgate estava em curso e já o mundo do cinema se desdobrava para levar a história ao grande ecrã. Hollywood, claro, tomou a dianteira e, segundo o «The Thaindian News», o actor
Javier Bardem já foi contactado para o papel principal, numa película que seria baseada nos relatos dos sobreviventes, algo que estará também a ser negociado.

Também em andamento está um projecto concretizado no próprio Chile, entitulado «Los 33» e realizado por Rodrigo Ortúzar. Segundo declarações do próprio à «Teletrece» «disse a um dos meus antigos investidores que bastava haver apenas um sobrevivente para aquilo se tornar um grande filme. Afinal não houve um mas 33, algo que faz com que a desgraça ou tragédia inicial tenha tido um final feliz».

Ortúzar já começou a filmar em Copiapó e o seu filme alternará imagens reais recolhidas na altura com uma dramatização dos eventos reais. «Los 33» tem estreia prevista para 2012.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

EAT PRAY LOVE / Comer Orar Amar

eat pray love

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Dede Gardner
REALIZADO POR:
Ryan Murphy
ARGUMENTO DE:
Ryan Murphy, Jennifer Salt (baseado no livro homónimo de Elizabeth Gilbert)
COM:
Julia Roberts, James Franco, Richard Jenkins, Viola Davis, Billy Crudup


Há alguns anos atràs, vi Elizabeth Gilbert no
programa da Oprah. Ela apresentava-se ali com um livro supostamente revolucionário, onde contava como tinha encontrado paz de espírito fazendo as três coisas que constam no título do livro: comer, orar e amar. Devo dizer que o livro não me despertou a mínima curiosidade, cataloguei-o imeditamente como sendo "filosofia barata", algo que eu detesto. Quando o filme saiu, no entanto, fiquei curiosa. Quis ir vê-lo, apesar das minhas baixas expectativas.

Liz Gilbert (
Julia Roberts) é uma escritora de sucesso, que viaja pelo mundo inteiro em busca de novas histórias. Apesar de ter uma vida financeiramente estável e um casamento aparentemente perfeito com Stephen (Billy Crudup), ela não se sente feliz. Nem consegue muito bem perceber porquê, mas sente que lhe falta alguma coisa. Após um divórcio não muito amigável e uma relação falhada com David (James Franco), um actor que está a protagonizar uma das peças que ela escreveu, Liz decide deixar tudo e viajar pelo mundo durante um ano, começando por Itália, passando pela Índia e terminando na Indonésia. Em cada país vai conhecer pessoas e ter experiências que vão mudar a sua forma de ver a vida: na Itália conhece Sofi (Tuva Novotny), uma sueca que a ensina a apreciar a alegria de comer; na Índia conhece Richard (Richard Jenkins), um texano que lhe ensina o que realmente significa orar; na Indonésia conhece Felipe (Javier Bardem), um brasileiro que a vai ensinar a amar outra vez.

Esteticamente,
EAT PRAY LOVE é um belo filme. As paisagens contrastantes dos diversos países por onde a protagonista passa ajudam a dar um tom ao filme. Robert Richardson está de parabéns pela fotografia, assim como Bill Groom pelo design de produção. Narrativamente, é um pouco longo, tornando-se, a dada altura, aborrecido. As interpretações são até bastante boas (se bem que, o sotaque brasileiro de Javier Bardem deixe bastante a desejar), com destaque para Richard Jenkins, que faz da sua personagem uma das mais interessantes da história.

EAT PRAY LOVE não é nenhuma obra-prima, nem ficará para a história do cinema, mas é um filme agradável, com uma mensagem interessante, que nos permite passar duas horas em frente ao ecrã sem grande necessidade de concentração. Às vezes, é só isso que é preciso.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Top 20- Filmes de Animação

Apresento-vos aqui os 20 filmes de animação que mais dinheiro renderam nas bilheteiras. Começo pelo fim até chegar ao nº 1. Para verem a página de cada filme no IMDB, cliquem no poster.


20




19




18




17




16




15




14




13




12




11




10




9




8




7




6




5




4




3




2




1




FACTOS INTERESSANTES:
- Nesta lista temos 8 filmes da Pixar, 7 da Dreamworks, 3 da 20th Century Fox e 2 da Disney;
- o filme que se encontra no 6º lugar, THE LION KING, esteve no 1º lugar durante 9 anos, até ser ultrapassado por FINDING NEMO, que se encontra agora no 4º lugar;
- estão aqui os 4 filmes da saga Shrek, assim como dois da saga Toy Story e 2 da saga Ice Age.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

INCEPTION / A Origem

inception

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Christopher Nolan, Emma Thomas
REALIZADO POR:
Christopher Nolan
ARGUMENTO DE:
Christopher Nolan
COM:
Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page


Christopher Nolan é um realizador inteligente. Ele sabe o que é preciso para fazer um bom filme e como agarrar o espectador à história que quer contar.
INCEPTION já estava na mente de Nolan há anos e o que aqui nos é apresentado é um dos filmes mais inteligentes dos últimos tempos.

Dom Cobb (
Leonardo DiCaprio) é um ladrão, mas o que ele rouba é tudo menos comum: ideias. Ele infiltra-se na mente das pessoas durante os seus sonhos, quando esta está mais vulnerável. Quando o filme começa é exactamente isso que ele e o seu colega, Arthur (Joseph Gordon-Levitt), estão a fazer a Saito (Ken Watanabe), um poderoso homem de negócios. Saito, no entanto, propõe-lhes fazerem algo muito diferente: o oposto daquilo que fazem, a implantação (a "inception" do título) de uma ideia. Cobb aceita o desafio e, para isso, recruta uma equipa especializada: Ariadne (Ellen Page), responsável pela construção do ambiente em que o sonho tem lugar; Eames (Tom Hardy), que tem a capacidade de assumir a identidade de outras pessoas dentro dos sonhos e Yusuf (Dileep Rao), o responsável pela criação do soporífero que os coloca no estado de sonho. O alvo é Robert Fischer (Cillian Murphy), um rival de Saito no mundo dos negócios. Para complicar a missão, Cobb é constantemente assombrado por memórias de Mal (Marion Cotillard), a sua falecida mulher, que tenta constantemente sabotar a equipa.

O início do filme pode parecer lento, mas é fundamental para se compreender o resto. As regras do mundo onírico são explicadas minuciosamente. Admito que poderá parecer um pouco confuso e, sem dúvida exige a atenção total do espectador. Essa atenção, no entanto, é totalmente recompensada.

Tecnicamente, INCEPTION é impressionante: os efeitos visuais, o som, o design de produção, a fotografia e a montagem são brilhantemente executados. Chamo especial atenção para uma cena de luta em gravidade zero (podem ver um excerto
aqui). Nolan está de parabéns por ter decidido não filmar INCEPTION em 3D: seria uma distracção, num filme onde não nos podemos distrair.

O casting não poderia ter sido melhor. Dicaprio está excelente neste filme, carregando praticamente sozinho a parte emocional. Cotillard oferece-nos uma interpretação notável, num papel extramemente poderoso. Nos secundários destaco ainda as interpreções de Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page e Cillian Murphy.

INCEPTION deixa-nos a pensar muito tempo depois de sairmos da sala de cinema. Como se consegue distinguir entre o sonho e a realidade? Como se consegue deixar para tràs o sonho e viver a vida real? Como enfrantar os nossos fantasmas? Todas essas questões (e muitas mais) são colocadas, mas nunca nos sao dadas respostas definitivas: o final é dos mais ambíguos e, ao mesmo tempo, dos mais satisfatórios alguma vez postos no ecrã.

INCEPTION é um filme extraordinário e, sem dúvida, o melhor do ano (pelo menos até agora), conseguindo combinar entretenimento puro com uma história que nos faz puxar pela cabeça.




terça-feira, 3 de agosto de 2010

TOY STORY 3

toy story 3

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Darla K. Anderson
REALIZADO POR:
Lee Unkrich
ARGUMENTO DE:
Michael Arndt
COM:
Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Ned Beatty, Don Rickles


Em 1995 o mundo da animação mudou para sempre. Um pequeno estúdio chamado Pixar surgiu com um filme completamente original, tanto na técnica como na narrativa. Falo de
TOY STORY, o primeiro filme 100% digital e com uma história inventiva e divertida. Eu tinha 12 anos e deliciei-me com este filme. A sequela, TOY STORY 2, surgiu em 1999 e era tão boa ou melhor que original. Durante os anos que se seguiram a Pixar utilizou todo o tipo de personagens para contar uma história: insectos, monstros, peixes, super-heróis, carros, ratos e robôs. O que distingue estas histórias de tantas outras é a sua originalidade e, sobretudo, a sua alma. Os filmes da Pixar estão repletos de alma. E este TOY STORY 3 não é excepção.

Passou-se uma década desde o último filme. Andy (
John Morris) cresceu e já não brinca com os seus brinquedos. Estes, desesperados pela atenção do dono, vão inventando planos mirabolantes para que ele lhes dê um pouco de atenção. A sua ida para a universidade preocupa-os, pois não sabem que destino lhes caberá. A mãe de Andy (Laurie Metcalf) dá-lhe três opções: arrumá-los no sotão, deitá-los ao lixo ou doá-los a um infantário. Andy opta pelo sotão, excepto no que diz respeito a Woody (Tom Hanks), que decide levar consigo. Mas uma série de mal-entendidos leva-os a Sunnyside Daycare, um infantário que, de início, parece um paraíso, pois há sempre crianças para brincar com eles. Mas o paraíso transforma-se num inferno, dominado pelo malvado urso de peluche Lotso (Ned Beatty), que insiste em manter os brinquedos prisioneiros.

Seria de pensar que, após dois filmes, já muito pouco haveria para contar. A verdade é que TOY STORY 3 apresenta-nos a conclusão que esta história precisava. A infância passou, mas Andy quer agarrar-se a um pedaço dela; os brinquedos sofrem com o fim de uma era feliz. No final percebem o quanto significaram uns para os outros e deixam a vida seguir em frente, como tem que ser. O fim deste filme é dos mais comoventes que foram postos no grande ecrã e, ao mesmo tempo, dos mais felizes.

Há momentos deliciosamente hilariantes: a interacção entre a Barbie (
Jodi Benson) e um muito metrossexual Ken (Michael Keaton), o macaco que vigia o infantário e, sobretudo, uma cena com Buzz (Tim Allen), que não me atrevo a revelar (mas que podem ver aqui). Há momentos comoventes: os brinquedos a ver uma cassete de Andy em criança, a história que explica a raiva de Lotso e, como já referi, o final. Desafio-vos a ver o final deste filme sem se comoverem (admito que até deitei uma lagrimita)!

Encontro apenas um defeito neste filme: o 3D. Aqui é francamente dispensável, uma vez que não acrescenta nada ao filme. E fiquem na sala durante os créditos finais... Chamo ainda a atenção para a deliciosa curta-metragem que vemos antes do filme começar, DAY & NIGHT.

Como foi dito
aqui, há algo de muito significativo no tempo que passamos a brincar com os nossos brinquedos. Enquanto somos crianças, não o percebemos mas, a verdade, é que eles são absolutamente fundamentais na nossa formação enquanto pessoas. Mas a infância acaba e os brinquedos perdem o interesse. Mas continuam dentro de nós. A infância continua dentro de nós. Resta-nos continuar e aceitar que o crescimento faz parte da vida. Um ciclo acaba, mas há um outro que começa. Enquanto existirem crianças, haverá sempre um mundo de fantasia e imaginação. E os brinquedos nunca serão desperdiçados. TOY STORY 3 é uma pérola preciosa como há muito não se via.



sábado, 24 de julho de 2010

SHREK FOREVER AFTER / Shrek para Sempre

shrek forever after

ANO:
2010
PRODUZIDO POR:
Teresa Cheng, Gina Shay
REALIZADO POR:
Mike Mitchell
ARGUMENTO DE:
Josh Klausner, Darren Lemke
COM:
Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Walt Dohrn


O primeiro
SHREK (2001) revolucionou o mundo da animação. Em vez do típico conto de fadas, foi-nos dado algo de completamente diferente, onde o ogre é o herói e o príncipe é o vilão, tendo sido o primeiro filme a vencer o Óscar de Melhor Filme de Animação. SHREK 2 (2004) manteve o mesmo tom, desconstruindo os contos de fadas e brindando-nos com vários momenros hilariantes (a adição do Gato das Botas foi particularmente feliz); este tornou-se, na altura, o filme de animação que mais dinheiro rendeu nas bilheteiras, tendo sido ultrapassado por ICE AGE: DAWN OF THE DINOSAURS (2009). O terceiro filme desta saga, SHREK THE THIRD (2007), funcionou como produto de entretenimento, mas o nível é claramente mais baixo. E eis que chegamos a este SHREK FOREVER AFTER. O que mais poderia acontecer a Shrek? No primeiro filme conheceu o amor da sua vida, no segundo conheceu a família dela, no terceiro teve que se ajustar à vida no palácio e aos filhos que aí vinham; o que poderia o quarto filme trazer de novo?

Shrek (
Mike Myers) é agora um homem de família, que vive com Fiona (Cameron Diaz) e os três filhos de ambos na sua casa no pântano. Apesar de ser um ogre, a população já não tem medo dele, muito pelo contrário: tiram-lhe fotografias, seguem-no para todo o lado e pedem-lhe autógrafos. A constante pressão que esta vida lhe traz deixa-o fora de si. Ele sente saudades dos velhos tempos, uma época em que não tinha responsabilidades e ainda inspirava medo nas pessoas. A aproveitar-se disso está Rumpelstiltskin (Walt Dohrn), um feiticeiro amargurado que sempre desejou ser o rei de Far Far Away. Ele oferece a Shrek um acordo aparentemente simples: o ogre poderá ter um dia livre de responsabilidades e em troca terá que dar um dia do seu passado. Shrek aceita imediatamente, mas depressa se arrepende: vai parar a um mundo onde nunca nasceu, Rumpelstiltskin é o rei de Far Far Away, Fiona é a líder da resistência e os seus amigos Burro (Eddie Murphy) e Gato das Botas (Antonio Banderas) não o reconhecem. Para que tudo volte ao normal, Shrek tem que fazer com que Fiona se volte a apaixonar por ele.

Esta era, de facto, a forma mais inteligente de concluir a história de Shrek. E, a verdade, é que resultou: este filme é bastante melhor do que o terceiro e, na minha opinião, que o primeiro e segundo. As piadas que deram sabor aos três primeiros filmes continuam lá, mas esta história tem, sem dúvida, um tom mais negro e bastante mais sério. Ao entrar num mundo completamente diferente daquele que conhece, Shrek percebe que tinha a vida perfeita e que os bons velhos tempos são um passado que nunca mais terá o mesmo sabor. Já o velho ditado diz: só damos valor ao que temos quando deixamos de o ter. Uma conclusão digna e muito bem construída para uma das mais interessantes sagas animadas dos últimos tempos.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Óscares 2010: Algumas novas regras


Os responsáveis pela Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas finalizaram as regras para a 83ª cerimónia de entrega dos Óscares.

A alteração mais significativa deu-se na categoria de Melhores Efeitos Visuais, que passará a contar com 5 nomeados em vez de 3. Tendo em conta a evolução tecnológica que se tem vindo a verificar neste campo, esta alteração faz todo o sentido.

Uma outra mudança deu-se na categoria de Melhor Filme de Animação, onde a duração exigida dos filmes candidatos passará de 70 minutos ou mais para mais de 40 minutos. Isto faz sentido, uma vez que a duração máxima das curtas-metragens que concorrem para as categorias que lhes correspondem (curta-metragem Animada, "Live-Action" ou Documental) é de 40 minutos, o que fazia com que os filmes com uma duração maior que 40 mas menor que 70 minutos não pudessem concorrer em nenhuma das categorias. Ainda nesta categoria foi acrescentada uma frase referente à técnica "motion capture", sendo que a utilização da técnica em si não é um exclusivo da animação.

As nomeações para a 83ª cerimónia dos Óscares serão conhecidas no dia 25 de Janeiro de 2011, sendo as estatuetas entregues no dia 27 de Fevereiro.

sábado, 26 de junho de 2010

Os Clichés do cinema

Encontrei este vídeo sobre os clichés do cinema que nunca parecem mal. Vejam, é mesmo muito bom!

sábado, 5 de junho de 2010

Um Novo Blogue

Olá a todos. Quem lê os meus dois blogues, este e o LIVROZITOS, deve ter começado a reparar que comecei a falar sobre outros temas que nada têm a ver com filmes ou livros. Comecei a pensar que, se calhar, deveria criar um novo blogue. Daí surgiu a ideia deste blogue onde vou falar de três coisas: isto, isso e aquilo. Espero que gostem e sejam bem-vindos!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cavaco e a direita católica


A direita católica zangou-se com Cavaco. Não ficou nada satisfeita com o facto de ele aprovar a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não percebem que ele tinha que o fazer, porque se não o fizesse a lei voltava ao Parlamento. Aparecem agora pessoas como o Cardeal Patriarca e João César das Neves (o senhor na fotografia acima) a dizer que se desiludiram com ele e que não o apoiam numa nova candidatura. O PSD já veio dizer que apoia Cavaco incondicionalmente. No meio disto tudo, a direita divide-se.

César das Neves é daquelas pessoas que representam tudo aquilo que eu abomino: machista, conservador, retrógado e muito mais. Não concordo com quase nada do que ele diz. Ao vê-lo a voltar à ribalta veio-me à cabeça um post de Ricardo Araújo Pereira no blogue dos Gato Fedorento (já la vão seis anos) e onde ele comentava um conto do Sr. César das Neves publicado no DN. Podem encontrar o post
aqui. E, já agora, podem encontrar o conto aqui. Faz falta o humor dos Gato Fedorento neste tempo de crise...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Matosinhos: uma cidade com História

Vivo em Matosinhos há 22 anos, praticamente a minha vida inteira (vim para cá viver aos 5 anos). Recentemente, ao ver um cartaz no metro que anunciava uma feira do livro em Matosinhos, percebi que sabia pouco sobre a história daquela que considero a minha cidade. Decidi pesquisar. Podem ver o resultado dessa pesquisa no meu outro blogue, LIVROZITOS.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aprovado!


Cavaco pronulgou a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Contrariado, mas fê-lo. Ele sabia que tinha que o fazer.

Como seria de prever, o PP e o PSD criticaram esta decisão. PS, BE e CDU apoiaram-na. Interessante foi ouvir a representante da plataforma Casamento e Cidadania, a sempre presente Isilda Pegado: "isto vai ter consequências sociais muito graves". Quais? A sério, gostaria que me explicasse. Gostaria de perceber como é que uma lei que dá direitos (quase) iguais a todos os cidadãos poderá ter consequências graves. Se bem que, desta senhora já nada me devia surpreender. Para mim esta lei é uma questão de justiça. Deu-se hoje um grande passo em frente. No entanto, ainda há muito para fazer. Porque o casamento é agora possível, mas o preconceito continuará a existir. É isso que é preciso exterminar.

De qualquer forma hoje é um grande dia para todos os portugueses. Homossexuais ou não.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Papa, Cavaco e o casamento gay


Bem sei que isto é um blogue de cinema, mas às vezes há outros assuntos sobre os quais quero tecer comentários e não me parece lógico criar mais um blogue. Este é um deles.

A visita do Papa a Portugal não me diz nada. O Papa em si não me diz nada. A Igreja Católica cada vez me diz menos. Mas a verdade é que todos os telejornais falam disso, logo é impossível não ouvir. Ontem, em Fátima, Bento XVI exaltou, mais uma vez, a santidade do casamento, frisando que deve ser a união entre um homem e uma mulher. Aqui não há nada de novo (aliás, é exactamente esse o problema da Igreja Católica). O que me chamou a atenção foi a frase que apareceu em rodapé (já não me recordo do canal, peço desculpa): "Bento XVI condena o casamento gay, que Cavaco ainda não promulgou". Aí eu percebi, fez-se luz na minha cabeça: foi exactamente por causa da visita do Papa que Cavaco ainda não promulgou a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Todos sabemos que o Presidente da República não concorda com essa lei e, apesar de saber que terá que a promulgar, não se quis apresentar ao Papa como um Presidente que o fez. Quis que o Papa o conhecesse como um bom católico, alguém que segue os valores da Igreja. E se isto acontecesse com um cidadão comum, não haveria problema; afinal de contas a vantagem de vivermos numa democracia é precisamente o facto de cada cidadão poder ter a opinião que bem entender. Se esta atitude se aceita em Cavaco-cidadão, é inadmissível em Cavaco-Presidente. Portugal é um país laico, o que quer dizer que tem que ser religiosamente neutro. Como representante do Estado Português e independentemente da sua opinião pessoal, Cavaco já deveria ter promulgado uma lei que já foi aprovada na Assembleia da República e no Tribunal Constitucional (apesar de ter sido bastante ardiloso da parte do Presidente não ter submetido para aprovação a única alínea da lei que poderia ter sido considerada inconstitucional, a que diz respeito à adopção). Não o fez e, na minha opinião, está à vista porquê.

Eu não sou ateia. Um ateu é alguém que não acredita na existência de Deus e eu acredito. Incomoda-me é a forma como os homens da Igreja Católica (e quero mesmo dizer homens, porque todos sabemos que as mulheres não têm lugar no sacerdócio) interpretam Deus. Incomoda-me o facto de passarem uma mensagem que dizem ser a de Deus, mas que na verdade não passa da interpretação feita por algumas pessoas daquilo que está na Bíblia. A Bíblia é um livro maravilhoso, importantíssimo para a História da Civilização Ocidental, mas foi escrita há mais de 2000 anos, numa sociedade e cultura bem diferentes das que conhecemos hoje. É assim que deve ser lida e entendida. Não me parece que Deus, o Deus em que acredito, seja contra o casamento entre duas pessoas que se amam, sejam dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher. Mas mesmo que fosse, o Presidente da República de um estado laico deveria ser isento. E Cavaco, parece-me evidente, não o é.