segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Crítica #35

FANTASTIC MR. FOX (2009), de Wes Anderson

Este filme foi vítima das muito frequentes péssimas decisões no que diz respeito à distribuição cinematográfica em Portugal. Esteve programado para estrear nas salas de cinema várias vezes, a estreia foi adiada várias vezes... até que se soube que só vai sair no nosso país em DVD. Pergunto o que acharão os actores que deram as vozes às personagens na versão portuguesa desta falta de respeito para com o seu trabalho. Bem, passemos ao filme propriamente dito.

Mr. Fox (George Clooney) e a sua mulher, Felicity (Meryl Streep), são duas raposas que roubam aves das capoeiras dos agricultores vizinhos. Num desses assaltos são apanhados numa rede e Felicity fá-lo prometer que vai deixar aquela vida. Dois anos depois (anos humanos, cerca de doze anos de raposa), ele parece ter cumprido a promessa, mas a verdade é que, com ajuda do seu melhor amigo Kylie, uma doninha (Wallace Wolodarsky), continua com a sua antiga vida. As coisas complicam-se quando os três mais poderosos agricultores locais decidem ripostar e parar Mr. Fox.

Sinceramente, este filme desiludiu-me. Detesto classificar um filme desta forma, mas é a única palavra que me permite exprimir a minha opinião: aborrecido. A história não tem ritmo, as personagens são desinteressantes, os diálogos sem graça. A única personagem com algum interesse é o filho de Mr. Fox, Ash (Jason Schwartzman), o adolescente frustrado e menosprezado.

FANTASTIC MR. FOX tem dois grandes pontos positivos: a parte estética e a banda sonora. O design das personagens é muito bom, sendo a única coisa que lhes dá algum interesse. A banda sonora, da autoria de Alexandre Desplat, é divertida, ritmada e adequada àquilo que o filme pretendia ser.

Este filme é um dos nomeados ao Óscar de Melhor Filme Animado, estando também nomeado para Melhor Banda Sonora. Se na segunda mereceria ganhar, na primeira não. FANTASTIC MR. FOX vê-se bem, mas rapidamente se esquece. Estava à espera de mais.


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