sábado, 24 de julho de 2010

SHREK FOREVER AFTER / Shrek para Sempre

shrek forever after

ANO:
2010
PRODUZIDO POR:
Teresa Cheng, Gina Shay
REALIZADO POR:
Mike Mitchell
ARGUMENTO DE:
Josh Klausner, Darren Lemke
COM:
Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Walt Dohrn


O primeiro
SHREK (2001) revolucionou o mundo da animação. Em vez do típico conto de fadas, foi-nos dado algo de completamente diferente, onde o ogre é o herói e o príncipe é o vilão, tendo sido o primeiro filme a vencer o Óscar de Melhor Filme de Animação. SHREK 2 (2004) manteve o mesmo tom, desconstruindo os contos de fadas e brindando-nos com vários momenros hilariantes (a adição do Gato das Botas foi particularmente feliz); este tornou-se, na altura, o filme de animação que mais dinheiro rendeu nas bilheteiras, tendo sido ultrapassado por ICE AGE: DAWN OF THE DINOSAURS (2009). O terceiro filme desta saga, SHREK THE THIRD (2007), funcionou como produto de entretenimento, mas o nível é claramente mais baixo. E eis que chegamos a este SHREK FOREVER AFTER. O que mais poderia acontecer a Shrek? No primeiro filme conheceu o amor da sua vida, no segundo conheceu a família dela, no terceiro teve que se ajustar à vida no palácio e aos filhos que aí vinham; o que poderia o quarto filme trazer de novo?

Shrek (
Mike Myers) é agora um homem de família, que vive com Fiona (Cameron Diaz) e os três filhos de ambos na sua casa no pântano. Apesar de ser um ogre, a população já não tem medo dele, muito pelo contrário: tiram-lhe fotografias, seguem-no para todo o lado e pedem-lhe autógrafos. A constante pressão que esta vida lhe traz deixa-o fora de si. Ele sente saudades dos velhos tempos, uma época em que não tinha responsabilidades e ainda inspirava medo nas pessoas. A aproveitar-se disso está Rumpelstiltskin (Walt Dohrn), um feiticeiro amargurado que sempre desejou ser o rei de Far Far Away. Ele oferece a Shrek um acordo aparentemente simples: o ogre poderá ter um dia livre de responsabilidades e em troca terá que dar um dia do seu passado. Shrek aceita imediatamente, mas depressa se arrepende: vai parar a um mundo onde nunca nasceu, Rumpelstiltskin é o rei de Far Far Away, Fiona é a líder da resistência e os seus amigos Burro (Eddie Murphy) e Gato das Botas (Antonio Banderas) não o reconhecem. Para que tudo volte ao normal, Shrek tem que fazer com que Fiona se volte a apaixonar por ele.

Esta era, de facto, a forma mais inteligente de concluir a história de Shrek. E, a verdade, é que resultou: este filme é bastante melhor do que o terceiro e, na minha opinião, que o primeiro e segundo. As piadas que deram sabor aos três primeiros filmes continuam lá, mas esta história tem, sem dúvida, um tom mais negro e bastante mais sério. Ao entrar num mundo completamente diferente daquele que conhece, Shrek percebe que tinha a vida perfeita e que os bons velhos tempos são um passado que nunca mais terá o mesmo sabor. Já o velho ditado diz: só damos valor ao que temos quando deixamos de o ter. Uma conclusão digna e muito bem construída para uma das mais interessantes sagas animadas dos últimos tempos.


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