quarta-feira, 13 de outubro de 2010

EAT PRAY LOVE / Comer Orar Amar

eat pray love

ANO: 2010
PRODUZIDO POR:
Dede Gardner
REALIZADO POR:
Ryan Murphy
ARGUMENTO DE:
Ryan Murphy, Jennifer Salt (baseado no livro homónimo de Elizabeth Gilbert)
COM:
Julia Roberts, James Franco, Richard Jenkins, Viola Davis, Billy Crudup


Há alguns anos atràs, vi Elizabeth Gilbert no
programa da Oprah. Ela apresentava-se ali com um livro supostamente revolucionário, onde contava como tinha encontrado paz de espírito fazendo as três coisas que constam no título do livro: comer, orar e amar. Devo dizer que o livro não me despertou a mínima curiosidade, cataloguei-o imeditamente como sendo "filosofia barata", algo que eu detesto. Quando o filme saiu, no entanto, fiquei curiosa. Quis ir vê-lo, apesar das minhas baixas expectativas.

Liz Gilbert (
Julia Roberts) é uma escritora de sucesso, que viaja pelo mundo inteiro em busca de novas histórias. Apesar de ter uma vida financeiramente estável e um casamento aparentemente perfeito com Stephen (Billy Crudup), ela não se sente feliz. Nem consegue muito bem perceber porquê, mas sente que lhe falta alguma coisa. Após um divórcio não muito amigável e uma relação falhada com David (James Franco), um actor que está a protagonizar uma das peças que ela escreveu, Liz decide deixar tudo e viajar pelo mundo durante um ano, começando por Itália, passando pela Índia e terminando na Indonésia. Em cada país vai conhecer pessoas e ter experiências que vão mudar a sua forma de ver a vida: na Itália conhece Sofi (Tuva Novotny), uma sueca que a ensina a apreciar a alegria de comer; na Índia conhece Richard (Richard Jenkins), um texano que lhe ensina o que realmente significa orar; na Indonésia conhece Felipe (Javier Bardem), um brasileiro que a vai ensinar a amar outra vez.

Esteticamente,
EAT PRAY LOVE é um belo filme. As paisagens contrastantes dos diversos países por onde a protagonista passa ajudam a dar um tom ao filme. Robert Richardson está de parabéns pela fotografia, assim como Bill Groom pelo design de produção. Narrativamente, é um pouco longo, tornando-se, a dada altura, aborrecido. As interpretações são até bastante boas (se bem que, o sotaque brasileiro de Javier Bardem deixe bastante a desejar), com destaque para Richard Jenkins, que faz da sua personagem uma das mais interessantes da história.

EAT PRAY LOVE não é nenhuma obra-prima, nem ficará para a história do cinema, mas é um filme agradável, com uma mensagem interessante, que nos permite passar duas horas em frente ao ecrã sem grande necessidade de concentração. Às vezes, é só isso que é preciso.


2 comentários:

Filipe Ribeiro disse...

Fui ver o este filme ao cinema!! Adorei as imagens de Itália! Fantástico, só por isso já vale a pena!!

INES N. disse...

Concordo, esteticamente o filme é lindíssimo. E de resto, também não é nada mau...